quarta-feira, 2 de abril de 2014

Quando você olha e tem certeza!

Terça-feira passada eu me apaixonei.

Foi uma coisa avassaladora... 
Um troço doido que nunca tinha acontecido antes - e olhe que eu me apaixono fácil, mas foi um negócio de um jeito, de uma intensidade... daquele jeito, sabe? Aí nunca tinha acontecido não.

Eu simplesmente olhei pra ele e tive certeza! 
Pronto, estava apaixonada. E agora? O que fazer? Será que podia?
Mas eu vi no olho dele que ele também sentia o mesmo que eu estava sentindo!

Olhou no meu olho e disse: "É isso!"

E então fomos pegar as malas no carro e viver aquela aventura com riacho, cachoeira, lareira e muito amor pra aquecer quando o frio chegasse.

Estávamos apaixonados pela "Espírito das Águas", o lugar mais lindo e aconchegante que eu já fui na minha vida.

(vista da janela lateral)

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Mais fotos:
https://www.facebook.com/amanda.menelau/media_set?set=a.10151972396305025.1073741829.633685024&type=3

Informações e Reservas:
https://www.facebook.com/pousadaespiritodasaguas
http://www.pousadaespiritodasaguas.com.br/

sábado, 7 de setembro de 2013

Suspiros Doces

E, no meio dos suspiros, foi mais ou menos assim que aconteceu:

Ele - É normal as vezes faltar ar assim?
Ela - Acho que é...
Ele - Mas é que parece que não tem de onde tirar mais ar, sabe?
Ela - Sei bem! Mas deve ser normal...Acontece comigo também.
Ele - Vixe Maria, quero  morrer de amor não!

E aí foi ela quem suspirou.



Ah os casais apaixonados...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sobre Bicicleta, Pais e Felicidade

Há alguns meses voltei a morar em Recife. E cheguei bem no boom dessa nova moda de bicicleta. 

Já tinha dito a Deus e o mundo carioca que não andava de bicicleta "sou desengonçada, caio, bato, atropelo, não levo jeito" - basicamente assim...  "Mas a gente vai pelas ciclofaixas, é tranquilo.." eles diziam... e eu continuava irredutível.

Sentia vontade e um pouco de inveja das pessoas que conseguiam. Achava bonito, saudável, feliz, mas não dava! Não era pra mim.

Mas quando cheguei no Recife vi que meu pai tinha virado era o mais entusiasta das bikes. E tratou de providenciar uma pra ele, e uma para cada membro da família. 


"Vamo começar andando no parque"

Juntou mulher, filhos e nora e lá fomos nós... foi aí que vi que do lado dele eu não sentia mais medo, simplesmente ia. Lembrei da primeira vez que ele me soltou andando sozinha (fingindo que ainda tava lá). Lembrei também como eu me sinto segura quando estou com ele.

Depois foi minha vez de fazer isso com minha mãe, fui do lado, segurando, soltando aos pouquinhos.. e ela foi! 


E aí a gente ficou feliz!

Entendi então que não tinha a ver com as bicicletas, ou com o Rio de Janeiro, ou com minha falta de jeito... Tinha a ver com se sentir bem, estar feliz, autoconfiante... 

Agora já não preciso deles do meu lado o tempo todo.

Ando sozinha pela cidade com minha bicicleta rosa, e sigo feliz.





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Casa do Cachorro Preto

Era um ateliê em olinda, e podia ter qualquer nome, mas não tinha, tinha o nome de "Casa do Cachorro Preto".
E podia ser qualquer cachorro preto, mas não era, era um cane corso chamado Zeus.
Era um cão de guarda, um cão temido, e que carregava em sua imagem o poder do nome que tinha.
As pessoas que passavam na rua se assustavam com seu latido, seu tamanho e seu olhar.
Mas bastava chegar perto, bastava dar um afago, bastava um carinho e o passante descobriria que Zeus era só amor.

E dentro da casa morava um Menino.
Acontece que o menino e o cachorro tinham muita coisa em comum.
Era um menino grande, com um aspecto meio sisudo, que de longe não tinha nada de amigável.
Mas bastava chegar perto, bastava dar um afago, bastava um carinho...

E de tanto que se pareciam o menino e o cachorro iam se misturando.
Ninguém sabia ao certo onde terminava o menino e começava o cachorro.

Mas aí, teve um dia que o cachorro foi ficando fraquinho e nem o poder dos céus e dos trovões que ele regia conseguiram fazê-lo forte de novo.
O menino, que continuava forte, pegou o cachorro em seus braços e começou uma tentativa incessante de passar sua força pro cachorro.
Tentava de todas as formas, a todo momento, estava completamente entregue a essa funçao.
Mas de nada adiantou...

O céu chamou Zeus e ele acabou indo.
As pessoas na rua se perguntavam:
"Como é que vai ficar a casa do cachorro preto sem o cachorro preto?"

O que elas não sabiam é que ia ficar do mesmo jeitinho...pois o cachorro preto não morava só na casa.
Morava mesmo era no menino que morava na casa.
E de lá o menino não ia deixar ele se mudar nunca.

sábado, 28 de julho de 2012

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A casa dela

E como é que a gente faz quando a casa da gente vai embora e a gente fica?

Era como se a casa tivesse sido fabricada na medida certa para ela morar ali, encollhidinha, quentinha, como se estivesse em um pacotinho, que ela torcia para que ninguém abrisse para que ela pudesse ir ficando ali por um tempo infinito.

Mas o infinito é uma coisa que não existe na vida real, ela sabia disso, mas é que, perdida, a menina sem casa, não conseguia pensar em mais nada, a não ser numa vontade infinita de ficar infinitamente em seu pacotinho.

O fato para o qual ela ainda não tinha atinado é que ela que tinha saído da casa em primeiro lugar (mas que mania feia essa de colocar a culpa nos outros!) e também que a casa, por ser uma construção das boas, possuía firmes paredes presas ao chão...
Ok, a culpa era dela... Mas e agora?? "pelamordedeus o que eu faço para resolver???" ela pensava em desespero

Algumas pessoas na rua diziam "ô menina, dá umas voltas no bairro, abre um jornal que tu acha outra casa" mas ela era teimosa e queria trazer a casa dela, ué? (que mal tem nisso?). E decidiu que ia juntar todas as bexigas e o gás hélio do mundo e fazer como no filme, assim:



Na verdade ela atinou para outro fato: para ela pouco importava para onde ia essa casa, contanto que ela estivesse dentro.
Ela queria era dar um basta nessa história de ficar na rua.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E foi assim...

Ela já sabia que ele ia embora, mas, mesmo sabendo que ele voltaria, doeu uma dor danada no peito dela. E foi assim que ela decidiu que não ia dormir à noite. Achou melhor ficar sentindo a presença dele. Abraçou-o e ficou sentindo sua pele, sua respiração e seu amor.

A certa hora Dona Responsabilidade falou assim:
"-Menina, vai dormir que amanhã va ser um dia cheio no trabalho, com sono não vai dar certo."

Ela escutou a voz daquela Dona chata e virou-se para tentar dormir. Virou-se mas não conseguiu. E se ela acordasse e ele tivesse ido embora? isso seria um absurdo! Cochilou um pouco acordou de supetão algumas vezes e preferiu abraçá-lo mais uma vez.
Mas chegou uma hora que Seu Sono juntou-se com a Dona Responsabilidade e ela adormeceu...

Acordou assustadíssima:"Cadê ele?", ela pensou.
Mas ele estava ali, arrumando as malas no maior silêncio e cuidado do mundo para não acordá-la. E ela, então, se levantou, fez o café dos dois, eles comeram juntos e ele foi embora...
Ela ainda tentou surpreendê-lo, mas não havia mais tempo. (Alias se existiam duas coisas que ela queria que não existissem naquele exato momento eram o tempo e a responsabilidade).

Mas foi assim que aconteceu, ele tomou o avião pras bandas de lá e ela pegou um metrô pelas bandas daqui mesmo, e cada um foi para um lado.

E durante um dia era um tal de "Senhorita Lágrima, a senhora poderia se contentar em não sair agora?"... "Seu Coração Mole, desacelera um pouco, jajá ele está de volta"..."Por favor, Senhor Nó na Garganta afrouxa só um pouquinho...é que está me machucando" "Ah, Dona Concentração, trate de se concentrar em outra coisa!"

Mas acontece que esses sentimentos são tão cheios de si, mas tão cheios de si, que uma hora a Concentração dela só se concentrava nele, aí o Nó na Garganta apertou mais ainda, o Coração de tão acelerado quase pulou pra fora do peito, e com toda essa confusão, Dona lágrima não ia ficar de fora, saiu correndo pelos olhos, bochecha, pescoço, e não tinha mão nem lenço de papel que desse jeito.

Até que o telefone tocou (...) era ele:

-Tá trabalhando?
-Não
-Que voz é essa? Tá gripada
-Acho que estou
- Ô, Amor tá chorando? Chore não vá...

E o ouvido dela se abriu bem muito pra deixar a voz dele entrar e acalmar aquela loucura toda que tinha inventado de morar dentro dela.

Volta logo (era só o que ela pensava)